Fomos convidados a ler o texto Nosso Programa, de Vilém Flusser, e a interpretar as três lógicas da existência humana de acordo com o autor. A primeira lógica proposta por ele é a regida pela ideia de que tudo está condicionado a um fim já conhecido. É a proposta de uma tradição religiosa e mítica, que acredita em um destino já pré-determinado das coisas. Assim é descrita a lógica finalística. Em contraponto, a ciência trás um outro tipo de lógica, a qual todas as coisas acontecem por um motivo. É a ideia da causa e efeito, chamada, no texto, de lógica causalística.
Na perspectiva de Flusser, ambas as lógicas são ingênuas, insuficientes e apresentam problemas. Nos dois casos, a liberdade se apresenta como obstáculo. Na ordem finalística, o homem estaria preso ao destino, mesmo este sendo contrário às suas vontades. Na ordem causalística, se tudo é consequência de uma ação, então o homem também estaria preso, dessa vez ao passado.
Então Flusser propõe uma nova ótica, baseada em uma lógica diferente, que, por sua vez, trataria tudo ao acaso, sem causas e sem fins. Nesta lógica, o homem seria completamente livre, uma vez que não há nada que o aprisione ao seu passado ou ao seu destino.
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