domingo, 9 de outubro de 2016

Aquarius


sinopse:
Clara (Sonia Braga) tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

comentário:
"Aquarius não está ali para exaltar a história de uma única mulher, de uma heroína, como no cinema mainstream que nos acostumamos a consumir; o filme acaba servindo para apontar para o cotidiano, onde há pessoas resistindo diariamente, das mais diversas formas, muitas vezes sem serem notadas. Há várias Claras ao nosso redor. Nós as conhecemos, vivemos e trabalhamos com elas. Às vezes, somos nós." - Carta Capital

No dia 13 de setembro fui assistir o filme sem esperar muito, mas muito curiosa para ver do que se tratava. A história revela uma relação das pessoas com o espaço e a forma como a resistência de uma única mulher pode alterar os rumos traçados por uma grande empresa. Clara é a prova de que resistência tem voz e incomoda. A forma como o enredo é colocado, assim como a trilha sonora (que casa incrivelmente bem com o contexto do filme) e as imagens, fazem com que nos sintamos um pouco como Clara. Tomamos as dores da personagem e, no decorrer do tempo, sentimos uma necessidade, mesmo que inconsciente, de lutar e resistir com ela. 
Não poderia deixar de comentar sobre o elenco do filme que, em sua divulgação, fez questão de levantar sua bandeira em oposição ao golpe que corria no Brasil. Foi a resistência da personagem Clara transbordando para fora das telas. 

Visita ao Inhotim

"De Lama à Lâmina", de Matthew Barney.


Croquis de observação (30 minutos)



Fotos do local:





Crítica ao objeto interativo do colega


     O objeto interativo criado pela Laura foi uma espécie de corda sensorial que trabalhava com a audição, o tato e a visão. Permitindo que fosse enrolado no corpo de uma ou mais pessoas, o objeto contava com sensores de movimento (responsáveis pela ativação de buzzers) e sensores de pressão (que ativavam leds e vibração). A medida que o usuário interagia com a forma do objeto, esse respondia através da eletrônica que, de forma bastante clara, serviu para aumentar a interação da interface.


     Analisando a partir dos termos discutidos em sala, pude concluir que o objeto contemplou o conceito de programático (porque não contava com ações pré-programas e nem com um fim específico), além de ser reativo (porque simplesmente respondia a alguns inputs do usuário de maneira já estabelecida na concepção da interface). Quanto ao acabamento, o objeto ficou nos parâmetros medianos. O pano que revestia o cano foi amarrado grosseiramente por fitinhas coloridas que deixaram o objeto bem bonitinho e permitia a passagem de luz para a percepção dos leds da interface. A eletrônica, apesar de ter ampliado as formas de interação, não fugiu do esperado, algo que aconteceu com os objetos da turma em geral.



     De maneira mais ampla, o objeto atendeu aos requisitos propostos e funcionou, mesmo que de forma primária, no dia da apresentação, o que permitiu que todos pudessem compreender seu funcionamento e o que foi proposto inicialmente.

Primeira ideia de objeto interativo e seu desenvolvimento

     A primeira ideia que tive foi a de um objeto que passeava pela ordem dos instrumentos. Pensei em cordas digitais que funcionassem a partir da ativação ou não de LDR's através de LED's. A interatividade se daria na medida em que os usuários construíssem seus próprios sons e criassem padrões ou não com base nas notas já programadas. Na roda de críticas, a forma do objeto foi contestada e percebi que a ideia precisava ser melhor trabalhada. 
     No decorrer dos dias, pensei em novas formas e novas possibilidades de interação, transformei a forma e também o funcionamento do objeto, chegando na ideia de um icosaedro que fosse ativado através de reed switches e também passeasse na ordem dos instrumentos.

Representação (Google Street View e experiência presencial)

     No dia 08/09, fizemos uma visita ao Parque Municipal de Belo Horizonte e fomos convidados a, previamente, conhecer o local a partir da ferramenta Street View do Google. No parque, discutimos as impressões que tivemos através da experiência digital e, mais tarde, da experiência presencial. Após um bate-papo, concluímos que a tecnologia proporciona o reconhecimento de inúmeros lugares por intermédio da internet e de gadgets como o Google Street View, mas a experiência presencial, por depender de fatores como contexto de vida de quem observa, vivências anteriores, pontos de vista, objetivos e propósitos de observação, além de condições climáticas do dia, contexto do momento de reconhecimento, entre outros, torna-se muito mais rica e completa, se comparada à experiências via web. Ainda sim, é importante constatar que o uso de tecnologias que facilitam experiências é extremamente útil e interessante.