Durante o segundo semestre de 2016 e diante de um caótico cenário econômico e político do país, a Escola de Arquitetura e Urbanismo e Design da UFMG, em acordo com um movimento nacional, foi ocupada por centenas de alunos por cerca de um mês e meio. Mesmo tendo contribuído pouquíssimo com o movimento, observei a grandiosidade das ações e propostas dos estudantes, que, mesmo sem retorno do governo, resistiram bravamente e posicionaram-se diante de todas as circunstâncias.
Confesso que gostaria realmente de ter feito mais parte de tudo o que aconteceu, porque reconheço a importância de todas as atividades, conversas, atos e confraternizações que foram realizadas nesse período. O simples fato de não se permitir alienar frente a tantos e tantos meios alienantes e extremamente influentes já me faz ter um enorme respeito por todos os que colaboraram e participaram dos movimentos de ocupação nas escolas e universidades do Brasil.
Enquanto estudante do 1º período de Arquitetura e Urbanismo e matriculada na matéria mais conhecida como Ateliê Integrado de Arquitetura, tive a incrível oportunidade de compreender melhor os temas discutidos em sala através das rodas de conversa que participei na ocupação. Além disso, poder enxergar a cidade como uma excelente forma de apropriação e reflexo das convicções e ideologias de um grupo, serviu como uma ótima forma de realmente entender o papel de um arquiteto na sociedade.
Participando pouco, sinto que a ocupação tenha sido um momento maravilhoso de aprendizado para mim e também para muitos outros alunos. O despertar de uma juventude mais politicamente consciente me faz ter mais esperanças no futuro do nosso país.
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